DESAFIO

Como podemos dar a conhecer, ao público em geral, a origem e valor social da obra e projetos de reabilitação do património da Santa Casa através de uma solução digital?

PROBLEMA / NECESSIDADE

O problema/necessidade situa-se ao nível do conhecimento que o público em geral tem das atividades desenvolvidas pela SCML na reabilitação e valorização do seu património. É necessário que o público tenha um maior conhecimento do valor social/cultural e patrimonial e das soluções inovadoras que os projetos de reabilitação e as obras de manutenção e reparação do património da Santa Casa representam para a cidade, em geral, e para as comunidades e pessoas, em particular. Pretende-se uma solução digital que dê a conhecer os vários projetos de reabilitação e conservação do património, salientando a dimensão social decorrente desta atividade. Por outro lado, é importante revelar outras informações como os antecedentes históricos e a origem desse património e reconhecer os beneméritos que doam os seus bens, muitas vezes, com indicações precisas sobre a sua utilização.

Cuidar dos espaços onde estão instalados os equipamentos sociais, de saúde e os serviços da Santa Casa tem implicações no bem-estar e qualidade de vida dos seus utilizadores (diretos e indiretos) atribuindo uma dimensão social ao investimento financeiro realizado. Para além do referido, é ainda de salientar as soluções inovadoras como os lares intergeracionais ou o financiamento da missão da Santa Casa através de projetos de reabilitação para Short Rental.

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) através da reabilitação do seu extenso património imobiliário realiza também a sua missão social. Cuidar das pessoas mais vulneráveis é um trabalho, ainda hoje, reconhecido por centenas de beneméritos que lhe confiam bens para fins solidários. As benemerências são a origem de 93% do património, o que comprova a elevada confiança na instituição e na sua gestão.

Quanto ao fim a que se destina o património da SCML, este divide-se em: 1) os edifícios onde estão instalados lares, creches, unidades de saúde e demais serviços da SCML e 2) edifícios que se destinam ao arrendamento para habitação e serviços (comércio e escritórios).

Cabe ao Departamento de Gestão Imobiliária e Património (DGIP) a gestão deste património, respeitando as obrigações assumidas com os beneméritos. Esta confiança acarreta a responsabilidade e o compromisso de preservar, reabilitar e rentabilizar este património, com a finalidade de gerar receitas permitem financiar as “Boas Causas” apoiadas pela Santa Casa nas áreas da ação social, da saúde, da educação e da cultura.

Assente nos valores estratégicos defendidos atualmente pela instituição – inovação, intergeracionalidade e investigação – este Departamento tem procurado encontrar soluções inovadoras para a melhor rentabilização do património. Por exemplo, o projeto short rental, ou arrendamento de curta duração, tirando partido da localização turística das habitações, consegue uma maior rentabilização do que através do arrendamento mensal (http://www.scml.pt/pt-PT/destaques/santa_casa_no_short_rental/).

Também projetos como a Quinta Alegre refletem novos conceitos nas respostas de ação social da instituição, através de espaços intergeracionais com respostas diferentes no mesmo espaço tirando partido do convívio entre os diferentes utentes (https://www.pressreader.com/portugal/publico-imobiliario/20170405/281638190054535).

A reabilitação do edificado da SCML permite, também, trazer mais gente e mais vida ao centro urbano contribuindo para o rejuvenescimento da cidade. Também o valor histórico é testemunho da memória coletiva da instituição, e expressa, em simultâneo, a evolução da arquitetura portuguesa entre os séculos XVI e XXI. Para a Santa Casa é um dever intemporal cuidar do seu património, através da sua conservação, manutenção e reabilitação.

Mais informação em: http://microsite.scml.pt/reabilitar.

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